45 GrausJosé Maria PimentelAll episodes
#137 Ricardo Costa - Como o jornalismo se adaptou à revolução digital — e o que ainda está por fazer
Ricardo Costa é diretor de informação da SIC e diretor geral de informação do Grupo Impresa. Antes, foi director do Expresso de 2011 a 2016, tendo sido antes editor adjunto. Continua a ser colunista regular do Expresso e autor e co-apresentador do programa da SIC Notícias “Expresso da Meia-Noite”
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Índice:
(0:00) Introdução
(5:30) A revolução digital nos media. | Como os jornais hesitaram mas acabaram por apostar nas assinaturas. (que estão a crescer mais nos jovens). | Como o Financial Times foi pioneiro na transição digital | Meta (Facebook) está a deixar de “dar notícias”.
(20:32) O caso da televisão
(30:36) Porque não há uma «Netflix para jornais»?
(32:15) Faz sentido apoios estatais ao jornalismo de qualidade? | O caso das televisões públicas | Proposta de Julia Cagé
(43:46) Como a revolução digital forçou os órgãos de comunicação social a funcionar a vários ritmos e em múltiplas plataformas. | Com tantas plataformas e conteúdos, não deveria haver muito mais jornalistas do que no passado? | O caso d’O Independente. A importância da viabilidade económica para a independência jornalística.
(58:08) Porque é que o impacto da revolução digital começou mais tarde na televisão? | Reuters Institute Digital News Report 2022
(1:03:32) Estará a jornalismo (pago) cada vez melhor, mas a chegar a cada vez menos pessoas?
(1:06:09) Porque é o nível de tensão com os governos maior no Expresso do que na SIC (entrevista do convidado ao podcast «Deixar o Mundo Melhor»)
(1:10:32) O que explica que Portugal seja dos países em que mais se confia nas notícias?| As redações dos jornais são tipicamente mais de esquerda, ou de direita? | Como lidam os jornalistas com pressões do poder económico e político
(1:26:56) Em que é que os jornalistas têm falhado no modo como lidam com políticos populistas? Artigo de Malu Gaspar na revista Piauí | Como a formação em Antropologia ajudou Gillian Tett a prever a Crise Financeira de 2008
Livros recomendados: As Cruzadas Vistas pelos Árabes, de Amin Maalouf + Aniquilação, de Michel Houellebecq
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Os órgãos de comunicação social -- em especial os jornais -- têm sido abalados na última década e meia por uma espécie de «tempestade perfeita» que provocou quebras fortes tanto nas vendas como nas receitas de publicidade.
Simplificando, o surgimento da internet começou por tirar leitores aos jornais, e a Google e a Facebook tiraram-lhes a publicidade. Isto porque a internet, ao, de repente, dar-nos acesso acesso livre a um sem-fim de conteúdos, levou a que as pessoas passassem a dedicar menos tempo aos jornais em papel. Os jornais, por seu lado, para não ficarem para trás na ‘onda’, criaram também os seus sites onde passaram a disponibilizar os mesmos conteúdos do papel. Mas a internet, para a maioria de nós, foi durante muito tempo sinónimo de »gratuito» -- e, por isso, os internautas não estavam especialmente abertos a pagar por conteúdos online…
Acresce que, com o domínio da Google nos motores de busca e, depois, com o surgimento da