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#116 Pedro Gomes - “Sexta-Feira é o Novo Sábado” (semana de trabalho de 4 dias)

1h 15m
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Pedro Gomes é Professor Associado em Economia em Birkbeck, Universidade de Londres. Completou a licenciatura em Economia no ISEG em 2003 e doutorou-se pela London School of Economics em 2010.
Friday is the New Saturday (Sexta Feira é o Novo Sábado) é o seu primeiro livro.
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Actualmente, a maioria de nós (sobretudo os que não caem na maluquice de ter um podcast) tem um emprego de segunda a sexta-feira, e descansa dois dias ao fim-de-semana. Mas não foi sempre assim. Ainda há menos de 100 anos, na maioria dos países, a semana de trabalho era de segunda a sábado, só com um dia de descanso.
E nos últimos anos tem havido cada vez pessoas a sugerir que se dê ainda mais um passo em frente e se passe para uma semana de trabalho de apenas quatro dias. Há mesmo várias empresas que já testaram este modelo e reclamam resultados muito positivos, inclusive na produtividade.
A pandemia, com a modificação de hábitos de trabalho que provocou, acabou por dar um novo vigor a esta discussão. O livro do convidado, que acaba de ser publicado em português é, por isso, muito oportuno, e tem dado muito que falar internacionalmente.
Pedro Gomes é Professor Associado em Economia em Birkbeck, Universidade de Londres. Completou a licenciatura em Economia no ISEG em 2003 e doutorou-se pela London School of Economics em 2010. No livro Sexta Feira é o Novo Sábado, defende que uma semana de quatro dias, para além de ser benéfica para as pessoas, daria um impulso à economia, estimulando a procura, a produtividade, a inovação e os salários, e contribuindo ao mesmo tempo para reduzir o desemprego e o apelo de movimentos populistas.
O livro foi originalmente publicado em inglês e é mais vocacionado para economias ricas, como a dos EUA e dos países do centro e norte da Europa, do que Portugal. Ainda assim, tem muito de relevante se queremos entender o que pode ser o mundo do futuro. É, além disso, um livro escrito por um economista mas direccionado a um público alargado, uma vez que tem, muitas vezes, uma análise social e até psicológica.
Na nossa conversa, discutimos as especificidades do modelo que o convidado propõe, os benefícios que poderia trazer e o modo como seria implementado (bem como os obstáculos que pode haver).
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Índice da conversa:
(0:00) Introdução
(4:23) O que defende o livro? | A previsão de Keynes (em 1930) de que 100 anos depois trabalhamos 15 horas.
(18:34) A importância da coordenação na economia (e por que tem de ser o Governo a implementar a semana de 4 dias). | O calendário alternativo que a Kodak implementou mas acabou por deixar cair. | Decisão do governo os Emirados Árabes Unidos de passar o trabalho do Estado para a semana de segunda a sexta-feira.
(24:41) Benefício #1: Fazer crescer a economia através do estímulo ao consumo
(32:17) Benefício  #2: Aumentar a produtividade. | O caso de Andrew Barnes (CEO de empresa neo-zelandesa)
(42:44) Paradoxo de as horas de trabalho estarem a aumentar nas profissões mais bem pagas.
(46:40) Benefício #3 Aumentar a inovação | [Episódio Pedro Oliveira sobre ‘inovação pelo utilizador’](https://quarentaecincograus.libsyn.com/29-pedro-oliveira-como-que-a-inovao-pelo-utilizador-veio-revolucionar-a-maneira-como-olhamos-para-a-inova

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